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Virtualização e Máquinas Virtuais – Parte 1

O que é Virtualização?

Primeiramente, a palavra Virtual vem do latim “Virtus” que quer dizer potência e habilidade. Atualmente quando nos referimos à palavra virtual, estamos nos referindo basicamente ao mundo do TI onde temos virtualização de ambientes na internet e computadores.

Como começou?

Primeiro veio através de emuladores, softwares faziam com que o hardware do computador trabalhasse de forma idêntica ao vídeo game. Alguns emuladores ficaram muito populares como: zsnes, visual boy advanced, epsxe entre outros.

 

A virtualização em Computadores

Ao falar em virtualização, é inevitável que a maioria das pessoas a associem à ideia de vários sistemas operacionais rodando na mesma máquina. Esse é, na verdade, um dos diversos tipos de virtualização: a de hardware. Se por um lado ela não é a única, por outro é, certamente, a mais perceptível.

A virtualização em si

Para entender perfeitamente o conceito da tecnologia, deve-se traçar um paralelo entre o que é real e o que é virtual. Seguindo essa linha de raciocínio, algo real teria características físicas, concretas; já o virtual está associado àquilo que é simulado, abstrato. Dessa forma a virtualização pode ser definida como a criação de um ambiente virtual que simula um ambiente real, propiciando a utilização de diversos sistemas e aplicativos sem a necessidade de acesso físico à máquina na qual estão hospedados.

Isso acaba reduzindo a relação de dependência que os recursos de computação exercem entre si, pois possibilita, por exemplo, a dissociação entre um aplicativo e o sistema operacional que ele utiliza (já imaginou acessar o Microsoft Word através do Linux?).

Prioritariamente, econômica. Com a iminente crise ambiental global  e a crescente necessidade de diminuir o desperdício de recursos (incluída aí a energia elétrica), não há nada mais natural que o surgimento de alternativas para otimizar o uso de tais recursos.

Tipos de Virtualização

Virtualização de Hardware: A virtualização de hardware consiste em rodar vários sistemas operacionais na mesma máquina. Isso é possível com o uso de programas específicos, que geram máquinas virtuais (Virtual Machines, ou VMs): estas emulam os componentes físicos de um PC, possibilitando que um sistema operacional diferente seja instalado em cada uma delas.

Há duas grandes vantagens na adoção dessa tecnologia: uma voltada a usuários, outra a servidores. No caso dos primeiros, o trunfo consiste em eliminar a incompatibilidade entre aplicativos e sistemas operacionais; pense em um usuário cujo PC tenha o Windows Vista instalado, mas que deseje rodar um aplicativo que só é compatível com o Windows XP. Isso é possível com a criação, nesse PC, de uma VM que rode o WinXP: depois disso, basta instalar o aplicativo nessa VM e executá-lo normalmente (como se fosse um computador dentro de outro).

Quanto aos servidores, sua virtualização permite que, ao invés de se ter diversos subservidores (que utilizam apenas uma porcentagem dos recursos das máquinas em que estão hospedados), os processos sejam distribuídos em um número menor de computadores (que, com isso, chegam mais próximos do aproveitamento total de sua capacidade). Isso reduz a quantidade de mão-de-obra técnica, o espaço para alocar as máquinas e o gasto com eletricidade necessária; ou seja economia.

Principais Softwares de Virtualização de Hardware

 

1) Microsoft Virtual PC da Microsoft é um software gratuito e que é bem simples de operar, mas o seu ponto negativo é que permite a virtualização de máquinas virtuais somente de Sistemas Operacionais Microsoft.
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2) Vmware Workstation, excelente ferramenta para virtualização de Sistemas Operacionais Microsoft, Linux e outros, o único ponto negativo é que tem licença de uso.
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3) VirtualBox é uma das ferramentas de virtualização mais bem conceituadas, permite emular Sistemas Windows, Linux, MAC OS e outros sistemas, é possível utilizar um Pen drive de uma máquina real e acessar pela máquina virtual, sem contar que é gratuito.
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Microsoft Hyper V

O Microsoft® Hyper-V™ Server 2008 R2 é um produto independente que apresenta uma solução de virtualização segura e otimizada, permitindo que as organizações façam melhor uso dos servidores e eliminem custos. Como o Hyper-V Server é um produto especializado independente, que contém apenas o Windows Hypervisor, o modelo de driver do Windows Server e os componentes de virtualização, ele consome poucos recursos e requer o mínimo de custos. Ele se integra com facilidade aos ambientes de TI, aproveitando suas ferramentas de suporte, correções, provisionamento, gerenciamento, processos e especialização. Entre os recursos disponíveis no Microsoft Hyper-V Server 2008 R2 destacam-se a Live Migration, suporte a volumes de cluster compartilhados e o suporte estendido a processadores e memória para sistemas host.

Uma das grandes vantagens do Hyper –V é a migração de dados de um servidor a outro que pode ser feita em aproximadamente de 15 a 30 minutos enquanto a maneira convencional pode levar horas dependendo do tamanho da empresa e sua base de dados o tempo aproximado com o Hyper-V é baseado em uma pequena empresa com cerca de 20 funcionários utilizando sistema de terceiros com base de dados independente e Microsoft Exchange.

Virtualização da Apresentação

A maioria dos programas disponíveis no mercado funciona no mesmo local em que se encontra a instalação. Isso pode parecer óbvio para usuários tradicionais, mas tal barreira foi quebrada com o uso da Virtualização da Apresentação: trata-se do acesso a um ambiente computacional sem a necessidade de estar em contato físico com ele. Isso propicia, entre outras coisas, a utilização de um sistema operacional completo (bem como de seus aplicativos) de qualquer local do planeta, como se estivessem instalados no seu PC. O conceito é bem parecido com o de acesso remoto, com a diferença de que vários usuários podem se beneficiar do mesmo sistema simultaneamente (sem interferir uns aos outros).

Virtualização de Aplicativos

Cada aplicativo depende do sistema operacional para uma variedade de serviços, como alocação de memória ou gerenciamento de drivers. Resolver incompatibilidades entre determinado programa e o sistema operacional instalado na máquina é fácil, podendo ser feito uso de qualquer um dos dois tipos de virtualização já citados (hardware e apresentação). Mas e quando o conflito é entre dois aplicativos distintos? Pode ser que cada um deles requeira, por exemplo, uma versão diferente de uma mesma DLL.

Isso é resolvido através da virtualização de aplicativos. A técnica consiste em ter uma única cópia de determinado aplicativo, instalada em um servidor virtual; usuários que desejarem ter acesso a tal aplicativo podem fazê-lo diretamente, sem a necessidade de que ele também esteja instalado na máquina física. A partir daí o programa pode ser executado normalmente, já que as características específicas de cada aplicativo (seus drivers, entradas no registro, DLLs e afins) são compiladas e baixadas diretamente para o PC do usuário, através da geração de um aplicativo virtual que fica à parte.

Conclusão

 A virtualização é algo que está crescendo a cada dia principalmente nas empresas onde o tempo é dinheiro e o servidor tem que estar em pleno funcionamento, a virtualização acaba sendo um grande aliado do acesso remoto e também de Administradores de Rede que precisam de uma solução rápida.

No próximo post vou mostrar como instalar o VirtualBox e como configurá-lo.


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Meu nome é André Santos, ministro aulas de Informática, Web e Hardware na Microcamp de Praia Grande, atuo na área há diversos anos e continuo meus estudos incessantes todos os dias afinal de contas a informática está sempre mudando e temos uma novidade a todo instante. “Trabalhar enriquece a mente”!