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Placa de diagnóstico: ajuda ao técnico de informática

Graças ao manuseio incorreto de placas no computador, a energia eletrostática do corpo pode queimar alguns micros circuitos. Aí, eles começam a apresentar defeitos só quando precisam executar suas funções.

Todos os PCs desktop que possuem problemas de funcionamento emitem certos alertas – que vão de simples “beeps” a mensagens mais sofisticadas, exibidas no monitor – que são essenciais para um técnico realizar um diagnóstico. No entanto, haverá certas situações em que não receberemos nenhum alerta, o que complicará bastante as nossas vidas.

Em casos como esse temos à nossa disposição equipamentos que podem nos auxiliar, e muito. Um destes é a Placa de Diagnóstico (POST).

Um dos modelos existentes no mercado.

Esta placa consegue, por exemplo:

  • inicializar um PC, mesmo sem o BIOS;
  • executar testes exaustivos para cada componente;
  • disponibilidade de testes gerais de benchmarks e estresses;
  • realizar a atualização de firmware;
  • testar e monitorar os recursos do sistema;
  • disponibilidade de uma saída de vídeo para o monitor;
  • impressão de relatórios dos testes realizados.

Segundo a Wikipedia: POST (Power oself test, que em português é algo como “Auto-teste de inicialização”).

Como elas funcionam:

Durante o POST são feitas várias operações de hardware. Podemos citar algumas delas:

  • Inicialização dos registradores do processador
  • Inicialização dos registradores do chipset
  • Inicialização da placa de vídeo
  • Carregamento de configurações a partir do CMOS
  • Configuração do FSB
  • Inicialização das interfaces de disco

O final do processo de POST é o início de carregamento do sistema operacional, a partir do setor de boot do disco selecionado. Durante o processo completo, pode ocorrer um travamento repentino, em caso de defeito de hardware ou configuração errada. Quando se dá o travamento, o display mostra o último código de POST gerado. Este código é uma pista para a solução do problema.

Mostrando os recursos de uma placa.

Exemplo, se ao ligarmos o computador a placa exibe um código fixo (00 ou FF normalmente), então o processador não está funcionando. A placa não está dando uma solução, e sim uma direção a ser investigada.
As placas de POST não identificam o problema, fornecem um código que serve como pista para a solução.

Dificuldades

Algumas dificuldades no uso de placas de POST:

  • As tabelas de códigos variam de um BIOS para outro. Tabelas da AMI são diferentes das tabelas da Award. Também não significa que todo BIOS AMI usa códigos semelhantes, idem para BIOS Award.
  • Tabelas em inglês dificultam o uso para muitos técnicos.
  • Até para quem compreende o inglês, os significados dos códigos são quase sempre vagos.

Checklist

O que ajuda muito, também, é um roteiro simples que o técnico pode seguir – e criar seu próprio método de avaliação:

  • Checar a fonte de alimentação
  • Checar as conexões de placas e cabos
  • Verificar a bateria da placa mãe
  • Checar as memórias
  • Revisar os jumpers
  • Fazer um CLEAR CMOS
  • Trocar peças

Podemos usar a placa de diagnóstico, ela vai nos ajudar a identificar o erro. Mas o bom técnico deve, antes de tudo, fazer um bom curso, conhecer profissionais, trocar ideais com o seu professor, se especializar, pesquisar, estudar… Isso vai te ajudar a entrar no mercado de trabalho com confiança e segurança de fazer sempre, com qualidade, aquilo que você aprendeu.

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Tem 26 anos. É formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela UNIMONTE, atualmente leciona Hardware e TI na Microcamp de Santos. É apaixonado pelo mundo Linux. Também faz trabalhos como web design e design gráfico. Se considera um músico de bom gosto e adepto a um bom livro de ficção.

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