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BLENDER, A MODELAGEM 3D PARA TODAS AS FINALIDADES (1ª PARTE)

Neste artigo veremos a interface do Blender 3D, e aprenderemos os fundamentos da modelagem

Em meio a todo o imenso horizonte de inovações que encontramos hoje em informática, as mais férteis contribuições provêm de um campo desafiador, arrojado e cheio de possibilidades quanto a desenvolvimento, certamente o mais rico em soluções, chamado open source. Os aplicativos open source baseiam-se em quatro liberdades fundamentais: a liberdade 0, que permite o uso do software para quaisquer finalidades; a liberdade 1, que dá ao usuário desenvoltura para estudá-lo e modificá-lo à vontade; a 2, que consiste em permitir às pessoas que copiem e redistribuam o software sem restrições de nenhum tipo; e a 3, que dá carta branca àqueles que quiserem fazer e distribuir aperfeiçoamentos, em benefício da comunidade de usuários.

É este o mundo dos softwares livres. Na atualidade, os softwares livres, além de terem uma utilização aberta para fins econômicos e educacionais, ou fins de produção e aprendizado para pôr a coisa em termos mais firmes, são quase sempre multiplataforma, isto é, funcionarão numa grande quantidade de sistemas operacionais. Aqui, temos um comentário sobre o aplicativo Blender 3D, certamente uma tremenda referência para quem quer computação de alto desempenho e baixo custo, cuja relação custo-benefício seja 100% favorável para o usuário.

O aplicativo

Blender 3D é desenvolvido desde 2003, pela Blender Foundation. O desenvolvimento inicial do que veio a se tornar o Blender começou em 1988, no estúdio de animação holandês NeoGeo. Em 1998, o proprietário, Ton Roosendaal, passou a desenvolver o Blender para venda, mas a distribuição comercial parou em 2002, devido a problemas financeiros. A volta por cima veio em 2002, quando Roosendaal e colaboradores arrecadaram cem mil euros em doações, numa campanha para retomar o desenvolvimento. No mesmo ano, o código foi aberto, Blender foi licenciado como um software livre, e criou-se a Blender Foudation, que mantém o aplicativo até hoje.

blender

As versões são lançadas em famílias de 10: Blender 2.30, 2.31, 2.33… 2.40, até a família atual, 2.70. Em janeiro de 2015, o último release é o 2.73, mas o desenvolvimento é rápido, dado o grande número de usuários, que são também os desenvolvedores já que se trata de software livre. A interface foi refeita, a partir do zero, para a versão 2.50, assumindo o aspecto atual.

Blender 3D é empregado em games, animações, vídeo não linear, renderização, modelagem 3D orgânica, modelagem 3D para arquitetura, para engenharia e para projetos de impressão tridimensional (prototipagem rápida, etc), entre outros contextos. Já está dito que é um software multiplataforma, ou seja, que roda em diversos sistemas operacionais, de maneira que nos servimos, neste artigo, de imagens provenientes do trabalho em Windows e Linux. Abaixo, vê-se um fragmento de maquete eletrônica feita com o Blender, versão 2.69. O sistema operacional utilizado foi o Slackware Linux, 14.1, e a maquete é de 2013.* As demais imagens neste artigo foram obtidas do Blender 2.73, rodando em Windows 8.

blender

*Copyright Eduardo Rodrigues Vianna, sob licença Creative Commons ( -by).

O conceito, a interface e a modelagem

Blender é feito para ser maleável. Maleabilidade, aqui, significa liberdade – aquelas a que já nos referimos –, e também leveza. Existem versões anteriores do programa, das quais a mais bem desenhada é a 2.49, de 2009, cujo arquivo para baixar tem apenas 17Mb. Os downloads de versões anteriores à 2.49 são ainda mais leves, ideais para máquinas com poucos recursos. O release atual, 2.73 enquanto este artigo é publicado, tem 75Mb.

Para fazer o download do programa, gratuito, temos aqui os links, de 64 e 32 bits.

64 bits – http://bit.ly/1Ewg7rW

32 bits – http://bit.ly/1E5QHUJ

blender

 

Na próxima postagem, começaremos a ver como se faz a modelagem no Blender 3D. Até lá!

 

EDUARD

Eduardo Rodrigues Vianna é designer gráfico, e atua em outras áreas da informática. Instrutor em Jundiaí, SP.

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Sou designer gráfico, e atuo em outras áreas da informática. Professor da Evolutime em Jundiaí, SP.

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