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Aprender Inglês é realmente difícil?

Inglês é muito difícil!

Muitas das pessoas que buscam aprender a língua inglesa fazem essa afirmação.

Porém a resposta é variada, pois dependerá de diversos fatores como o idioma de origem do aluno, o seu grau de instrução, o tempo que será dedicado etc. Para alguns será um processo rápido, para outros levará muito tempo.

De certa forma podemos dizer que no que concerne a gramática, o inglês é mais simples que o português. Inclusive, nós falantes do português temos o costume de dizer o quanto a língua portuguesa é a mais difícil do mundo, pois na escola sofremos para aprender diversas coisas das quais sequer fazemos uso no nosso dia-a-dia. Porém, ao compararmos a estrutura do português formal, aquele mesmo que aprendemos na escola com o inglês, vemos claramente algumas grandes diferenças que fazem o inglês parecer muito mais fácil:

     
pronome verbo gostar pronom verb to like 
Eu gosto   I like
Você gosta   You like
Ele/ela gosta   He/She/It likes
Nós gostamos   We like
Vocês gostam   They like
Eles/elas gostam      
Vós gostais      
Tu gostas      

Muito mais fácil, não?

Além dos tempos verbais, nos quais em português temos que mudar a terminação do verbo para fazer uma frase no futuro ou passado, o Inglês possui menos tempos verbais. Para muitos tenses usamos algum verbo modal ou auxiliar seguido de um infinitivo:

Eu gostaria                         I would like
Eu gostarei                         I will like

Ou ainda, com o past simple do inglês podemos dizer “Eu gostava” e “Eu gostei” apenas com “I liked”.

Porém no português falado deixamos de usar muitos desses tempos, o que facilita uma aproximação com o Inglês, como por exemplo, em vez de falarmos “eu gostarei”, falamos apenas “eu vou gostar”, muito mais parecido com “I will like”.

Língua nativa

Mas além dos fatores gramaticais, um fator que pode ser uma grande barreira para aprender uma língua nova é a distância que a nova língua está da sua língua nativa. Por exemplo, falantes de português acham muito fácil aprender espanhol, pois é uma língua muito parecida. Isso é simples de entender, pois ambas se desenvolveram na mesma região da Europa e vieram do antigo idioma latino, assim como o italiano e o francês, que também possuem muita proximidade com o português. Porém o inglês não pertence à família latina, mas à família de línguas germânicas, como o alemão, sueco, norueguês, holandês, etc. Daí já notamos grandes dificuldades em assimilar um novo vocabulário, muito diferente do nosso, além de uma estrutura gramatical diferente também. Mas pelo menos usamos um mesmo sistema de escrita. Imagine o quanto seria difícil aprender chinês ou japonês, já que precisaríamos aprender a escrever de forma totalmente diferente da qual estamos acostumados.

Árvore genealógica das línguas. Assim conseguimos entender as suas origens.

Árvore genealógica das línguas. Assim conseguimos entender as suas origens.

Fonética

Assim, chegamos ao fator que creio ser o mais difícil para o aprendizado do inglês: a sua fonética. A pronúncia das palavras no inglês é muitíssimo diferente do que estamos acostumados no português. Logo nas primeiras aulas, os alunos que nunca tiveram contato com inglês ficam impressionados ao saber que as vogais podem apresentar variados sons, enquanto que no português elas tendem a apresentar quase sempre o mesmo som. Por exemplo, a letra a no inglês pode ter diferentes sons:

Palavra                 Black                     Call                        Baby                     Shark
Pronúncia           (bléc)                    (cól)                      (beib)                   (charc)

Além dos sons muito diferentes que as vogais podem ter, também temos sons no inglês que não são usados no português, como o som do dígrafo th, um som produzido com a língua entre os dentes, que é frequentemente confundido com f, s, t ou d pelos falantes de português.

Todos esses fatores  causam grande dificuldade nos alunos e fazem com que muitos deles sintam-se tímidos na hora das práticas de conversação, pois têm medo de errar a pronúncia e serem corrigidos pelos colegas ou professores. É como se o aluno estivesse voltando à infância quando era o tempo todo corrigido pelos adultos ao pronunciar as palavras incorretamente.

Nós brasileiros não somos os únicos a sofrer com o inglês 🙂

Prática é tudo!

Porém, no pain, no gain! Sem a prática de conversa do inglês não podemos chegar muito longe, pois uma língua não se aprende apenas com leitura e escrita, e é nesse ponto que muitos alunos acabam se sentindo desmotivados a continuar com o estudo de inglês. Dessa forma, para se aprender rapidamente a língua inglesa, é necessário contato constante com outros falantes, para se praticar frequentemente a conversação e alcançar a fluência. Às vezes, em português não conseguimos falar exatamente alguma coisa que pensamos, e então encontramos uma outra forma de falar a mesma coisa. Funciona da mesma forma para o inglês: ao praticarmos a conversação começamos a desenvolver uma rapidez cada vez maior de encontrar alternativas para comunicarmos ideias, desenvolvendo fluência.

Nível de instrução

Finalmente, o nível de instrução é mais um fator que influencia no aprendizado, pois é muito mais fácil para alguém que teve uma boa base escolar sobre elementos gramaticais, sintaxe e classes de palavras aprender um idioma novo, pois tal conhecimento facilitará a comparação da sua língua nativa com a nova língua, possibilitando alternativas interessantes de aprendizado. Por outro lado, uma pessoa que não possui tal base escolar, terá que aprender por métodos que envolvem muito mais repetição, de forma que o aprendizado se torne mais “mecânico”.

Conclusão

Temos diversos fatores que podem influenciar no tempo e na dificuldade do aprendizado de uma nova língua. Além dos já citados, podemos ainda acrescentar a forma da qual uma pessoa estuda, se aprende sozinha com ajuda de softwares e livros, se estuda numa escola com um bom professor, se aprende com outras pessoas da mesma língua ou de outra língua, etc. Porém, uma coisa é certa: se dedicarmos tempo e esforço e tivermos constância em nosso aprendizado, podemos aprender praticamente qualquer coisa em pouco tempo. Dessa forma, o tempo necessário para se aprender bem o idioma inglês dependerá mais do esforço e do tempo dedicado do que de outros fatores.


felipefoto

Por Felipe Nogueira de Sousa, instrutor de Inglês na Evolutime Osasco e graduando em Letras.

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